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Artigo

5 maneiras pelas quais os gestores de risco podem melhorar a classificação ESG de sua empresa

Estratégias práticas para gerentes e líderes de risco para melhorar sua classificação de risco ESG.

ESG (ambientais, sociais e de governança) já está no radar da maioria das empresas. O acrônimo é visto com frequência em sites corporativos, relatórios anuais e press releases, demonstrando que as empresas estão ávidas por se comprometer – e por serem vistas se comprometendo – com o ESG como um todo.

Os problemas relativos a ESG também são uma prioridade crescente para governos e legisladores. Eles estavam no topo da agenda na reunião atrasada do Fórum Econômico Mundial (FEM) em Davos, em maio de 2022. A questão complexa de como solucionar os problemas de ESG ao mesmo tempo – tanto para proteger o meio ambiente, quanto para estimular simultaneamente sociedades saudáveis e economias em crescimento – foi também um dos principais temas do Relatório de Riscos Globais 2022 do FEM.

O problema enfrentado pelas empresas, por conseguinte, não é de conscientização, mas de ação. Muitas empresas estão genuinamente comprometidas com o envolvimento nas questões ESG. Mas quais serão as próximas etapas a tomar? E como elas podem fazer melhorias significativas (e mensuráveis) em cada uma dessas três áreas importantes?

Um obstáculo comum é a falta de clareza, dados e análise rigorosa do desempenho efetivo de ESG de uma empresa. Isso em geral se inicia com uma ênfase excessiva nas questões ambientais e uma falta relativa de foco nas questões sociais e de governança. Consequentemente, o E ofusca o S e o G, distorcendo a real natureza dos riscos subjacentes.

No intuito de dar às empresas uma visão nítida, equilibrada e mais minuciosa de seu desempenho em ESG, a Marsh lançou recentemente uma inovadora ferramenta de Classificação de Risco de ESG. Esta autoavaliação gratuita dá às empresas uma classificação quantitativa do desempenho em ESG da sua organização, medido em contraste com 10 padrões e estruturas reconhecidos internacionalmente. Isso inclui aqueles estabelecidos pela Iniciativa Global sobre a Elaboração de Relatórios (GRI), pelo Conselho de Padrões Contábeis de Sustentabilidade (SASB), pela Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras relacionadas ao Clima (TCFD) e pelo FEM.

A ferramenta de Classificação de Risco ESG da Marsh (ESG Risk Rating Tool) contém inúmeros recursos inovadores, inclusive o fato de ser igualmente útil para empresas privadas e de capital aberto, e fornecer tanto uma classificação ESG global quanto pontuações de desempenho detalhadas de 18 temas distintos de ESG. Este nível de detalhe dá às empresas um conjunto consistente de métricas para compartilhar com as partes interessadas, bem como uma série de insights baseados em dados e recomendações práticas – permitindo que meçam, analisem e aprimorem seu desempenho em ESG ao longo do tempo. É assim que a ferramenta funciona e como ela pode ajudar a sua empresa.

1. Criar uma linha de base

A primeira etapa para melhorar a classificação de risco de ESG da sua empresa é estabelecer uma linha de base definida do desempenho atual. Usando as respostas fornecidas por um questionário abrangente autoadministrado, a ferramenta da Marsh gera um scorecard da Classificação de Risco de ESG que mede as credenciais da sua empresa em contraste com uma série de padrões internacionais e outras estruturas reconhecidas. O scorecard inclui classificações individuais em 18 temas de ESG, que variam desde “Mudança climática” e “Biodiversidade e perda da natureza” até “Dignidade e igualdade”, “Comportamento ético” e “Habilidades para o futuro”. As classificações da ferramenta também se diferenciam entre mais de 60 indústrias, reconhecendo a importância relativa de diferentes temas de ESG em setores distintos.

2. Usar um registro de risco para informar as partes interessadas

Os insights revelados pelo scorecard de Classificação de Risco de ESG permitirão que sua empresa crie um registro formal de risco ESG, que pode ser desenvolvido através de exercícios de análise de lacunas e oficinas conduzidas por especialistas. Um registro de riscos deverá ressaltar os riscos relacionados a ESG, como possíveis perturbações futuras em sua cadeia de abastecimento, enquanto também destaca como as questões de ESG podem se introduzir em outros riscos corporativos e amplificá-los. Na indústria da moda, por exemplo, as preocupações com ESG podem ser acionadores significativos do risco reputacional. O registro de riscos, então, se torna uma maneira formalizada de informar e orientar a liderança e outros grupos de partes interessadas sobre os riscos e as oportunidades de ESG enfrentados hoje pela sua empresa.

3. Medir e servir de exemplo

A próxima etapa do processo é usar dados quantitativos para fornecer uma análise mais profunda da exposição ao risco ESG da sua empresa. Isso requer a medição e a priorização dos riscos potenciais que as questões relacionadas a ESG podem representar para a sua empresa e a sua cadeia de abastecimento. As cadeias de abastecimento são uma área crucial para servir de exemplo aqui, pois podem criar riscos de ESG significativos para a sua empresa. Por exemplo, se um dos seus fornecedores for acusado publicamente de adotar práticas de trabalho forçado ou estar envolvido em escravidão moderna, é provável que isso crie graves riscos reputacionais e financeiros para todos os negócios em sua cadeia de abastecimento, inclusive a sua empresa. Ao tentar quantificar toda a amplitude total da exposição da sua empresa ao risco ambiental, é importante estar ciente de que cerca de 80% das emissões de carbono da maioria das empresas consumidoras são criadas dentro de suas cadeias de abastecimento.[1]

4. Relatórios, adaptação e resiliência

A apresentação de relatórios de ESG regulares e robustos hoje é cada vez mais solicitada para satisfazer as partes interessadas internas e externas, e observar os requisitos da apresentação de relatórios (tanto obrigatórios quanto voluntários) de órgãos como a TCFD e legislações como a Diretriz de Relatório de Sustentabilidade Corporativa da UE (CRSE), que exigem que as grandes empresas publiquem relatórios regulares sobre os seus impactos ambientais e sociais. Contudo, é importante ressaltar que a ferramenta de Classificação de Risco da Marsh não é um relatório único ou um simples distintivo de realização. Ela também fornece uma série de recomendações de ESG específicas para a sua empresa, orientando como melhorar seus controles, relatórios e resiliência de ESG. Isso ajudará a assegurar que a sua resposta ao risco ESG seja flexível e adaptável.

5. Reduzir o risco ESG

A etapa final do processo é a adoção de uma série de estratégias de médio e longo prazo para reduzir a exposição de sua empresa ao risco ESG. Um provável benefício desta abordagem será a redução no custo da transferência de qualquer risco remanescente e não mitigado por meio de apólices de seguro. Contudo, talvez o maior impacto positivo que a nova ferramenta de Classificação de Risco de ESG da Marsh terá seja ajudar a sua empresa a melhorar seu desempenho em ESG (e classificação) ao longo do tempo. É por isso que o scorecard de Classificação de Risco de ESG da ferramenta é tão detalhado e abrangente: ele é projetado como um estímulo à ação e uma forma de dar início a um processo continuado de medição – e aprimoramento – de ESG em sua empresa.

[1] Na corrida contra o tempo para reduzir as emissões, as cadeias de abastecimento das empresas são fundamentais | Reuters

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